Translate

Pesquisar este blog

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Marketing tricolor ganha destaque nacional

A rede ESPN por meio de seu site publicou matéria destacando as ações de marketing do Bahia envolvendo as delegações participantes da Copa do Mundo:
"Com direito a Neuer e Schweinsteiger, da seleção da Alemanha, berrando "Bahêa, Bahêa, Bahêa", uma coisa é fato: o Bahia foi a equipe brasileira que melhor aproveitou a Copa do Mundo para promover sua imagem. As muitas aparições na mídia e nas redes sociais no último mês foram todas parte de um plano traçado pela diretoria do clube para alcançar uma meta bastante ousada: ser o maior time do Brasil nos próximos três anos.
Além do vídeo dos alemães vestindo o uniforme do clube, a camisa do Bahia ainda foi vista nas redes sociais nas mãos de grandes personalidades da Copa, como o técnico dos Estados Unidos, Jurgen Klinsmann. Segundo o marketing da equipe tricolor, foi feita uma aproximação com seleções que podem ensinar novas estratégias de gestão ao time.
"Todo mundo falou: `ah, que golpe de sorte os alemães aparecerem com a camisa do Bahia`. Muito pelo contrário: já estávamos pensando e planejando isso há tempos. Quem nos ajudou nisso foi o Dante, que deu a camisa para eles. Mas já estávamos conversando com os alemães desde bem antes da Copa", explica Priscila Ulbrich, gerente de marketing da equipe tricolor, ao ESPN.com.br.
"E o melhor de tudo: gastamos muito pouco, o que é essencial para nós, já que vivemos um momento de reestruturação financeira", afirma.
Zagueiro Dante virou embaixador oficial do Bahia
Dante, no caso, é o zagueiro da seleção brasileira. Torcedor fanático do "Esquadrão de Aço", ele foi "promovido" a embaixador do Bahia, ajudando a fazer com que o clube de Salvador virasse mania entre os gringos.
A estratégia não poderia ter dado mais certo. Segundo dados do departamento de marketing do Bahia, o volume de notícias nacionais e internacionais sobre o time durante a Copa cresceu 350%.
A venda de camisas também bombou, principalmente entre torcedores dos Estados Unidos (pelas cores semelhantes), aumentando 30% - o uniforme amarelo, que homenageia a seleção brasileira, também foi um sucesso.
Nas redes sociais, outro sucesso: média de 2 mil novas curtidas no Facebook oficial do clube todos os dias, além da interação entre torcedores estrangeiros.
Jurgen Klinsmann com a camisa do Bahia
"Na transmissão de Bélgica x EUA [jogo em que Klinsmann posou com a camisa do Bahia], todas as emissoras falaram do Bahia. Foi o único time citado em uma transmissão de Copa! Aí você já vê a importância do que foi feito. Estamos recebendo e-mails de jornalistas do mundo todo. Só da Alemanha, recebi uns 80!", conta Priscila.
De fora do Brasil, já há muitos pedidos por produtos da equipe tricolor, segundo o departamento de marketing. Flâmulas do "Bahêa" são o principal objeto de desejo dos gringos. Em breve, o site dos baianos também terá versões em línguas estrangeiras.
"Queremos que o Bahia deixe de ser um time do Nordeste apenas. Estamos abrindo as portas e janelas do mundo para nós. Aparecemos na France Press, na TV alemã, na BBC, na ABC... O céu é o limite", brinca a gerente, que cria suspense.
"Esses que apareceram com a camisa do Bahia, como Neuer, Schweinsteiger, Ozil, Klose e Klinsmann, foram só os primeiros. Aguarde, que virão muitos mais. Deixamos a cereja do bolo para depois da Copa ainda", ressalta.
A estratégia das camisas deu tão certo na equipe da Fonte Nova que, recentemente, outros times brasileiros resolveram apostar nela. Casos, por exemplo, do Corinthians, que deu uma camisa para Lionel Messi após treino da Argentina em São Paulo, e do Santos, que distribuiu uniformes para atletas da Costa Rica."
Texto do EcBahia.com

quarta-feira, 2 de julho de 2014

2 DE JULHO INDEPENDÊNCIA DA BAHIA

A Independência da Bahia 2 de Julho



A declaração de independência feita por Dom Pedro I, em sete de setembro de 1822, deu início a uma série de conflitos entre governos e tropas locais ainda fiéis ao governo português e as forças que apoiavam nosso novo imperador. Na Bahia, o fim do domínio lusitano já se fez presente no ano de 1798, ano em que aconteceram as lutas da Conjuração Baiana.


No ano de 1821, as notícias da Revolução do Porto reavivaram as esperanças autonomistas em Salvador. Os grupos favoráveis ao fim da colonização enxergavam na transformação liberal lusitana um importante passo para que o Brasil atingisse sua independência. No entanto, os liberais de Portugal restringiam a onda mudancista ao Estado português, defendendo a reafirmação dos laços coloniais.



As relações entre portugueses e brasileiros começaram a se acirrar, promovendo uma verdadeira cisão entre esses dois grupos presentes em Salvador. Meses antes da independência, grupos políticos se articulavam pró e contra essa mesma questão. No dia 11 de fevereiro de 1822, uma nova junta de governo administrada pelo Brigadeiro Inácio Luís Madeira de Melo deu vazão às disputas, já que o novo governador da cidade se declarava fiel a Portugal.



Utilizando autoritariamente as tropas a seu dispor, Madeira de Melo resolveu inspecionar as infantarias, de maioria brasileira, no intituito de reafirmar sua autoridade. A atitude tomada deu início aos primeiros conflitos, que se iniciaram no dia 19 de fevereiro de 1822, nas proximidades do Forte de São Pedro. Em pouco tempo, as lutas se alastraram para as imediações da cidade de Salvador. Mercês, Praça da Piedade e Campo da Pólvora se tornaram os principais palcos da guerra.



Nessa primeira onda de confrontos, as tropas lusitanas não só enfrentaram militares nativos, bem como invadiram casas e atacaram civis. O mais marcante episódio de desmando ocorreu quando um grupo português invadiu o Convento da Lapa e assassinou a abadessa Sóror Joana Angélica, considerada a primeira mártir do levante baiano. Mesmo com a derrota nativista, a oposição ao governo de Madeira de Melo aumentava.



Durante as festividades ocorridas na procissão de São José, de 21 de março de 1822, grupos nativistas atiraram pedras contra os representantes do poderio português. Além disso, um jornal chamado “Constitucional” pregava oposição sistemática ao pacto colonial e defendia a total soberania política local. Em contrapartida, novas forças subordinadas a Madeira de Melo chegavam a Salvador, instigando a debandada de parte da população local.



Tomando outros centros urbanos do interior, o movimento separatista ganhou força nas vilas de São Francisco e Cachoeira. Ciente destes outros focos de resistência, Madeiro de Melo enviou tropas para Cachoeira. A chegada das tropas incentivou os líderes políticos locais a mobilizarem a população a favor do reconhecimento do príncipe regente Dom Pedro I. Tal medida verificaria qual a postura dos populares em relação às autoridades lusitanas recém-chegadas.



O apoio popular a Dom Pedro I significou uma afronta à autoridade de Madeira de Melo, que mais uma vez respondeu com armas ao desejo da população local. Os brasileiros, inconformados com a violência do governador, proclamaram a formação de uma Junta Conciliatória e de Defesa instituída com o objetivo de lutar contra o poderio lusitano. Os conflitos se iniciaram em Cachoeira, tomaram outras cidades do Recôncavo Baiano e também atingiram a capital Salvador.



As ações dos revoltosos ganharam maior articulação com a criação de um novo governo comandado por Miguel Calmon do Pin e Almeida. Enquanto as forças pró-independência se organizavam pelo interior e na cidade de Salvador, a Corte Portuguesa enviou cerca de 750 soldados sob a lideranaça do general francês Pedro Labatut. As principais lutas se engendraram na região de Pirajá, onde independentes e metropolitanos abriram fogo uns contra os outros.



Devido à eficaz resitência organizada pelos defensores da independência e o apoio das tropas lideradas pelo militar britânico Thomas Cochrane, as tropas fiéis a Portugal acabaram sendo derrotadas em 2 de julho de 1823. O episódio, além de marcar as lutas de independência do Brasil, motivou a criação de um feriado onde se comemora a chamada Independência da Bahia.


sexta-feira, 23 de maio de 2014

ITARANTIM: Adriano Wiz é novo secretário de Esportes

O Prefeito do município de Itarantim Dr. Paulo Fernandes, ganhou um reforço de peso para compor sua equipe de governo, trata-se do competentíssimo Adriano Wirz, ex assessor parlamentar da Senadora Lídice da Mata e da Bahiatursa, que será nomeado pelo prefeito como, Secretário de cultura juventude esporte turismo e lazer pasta esta, então ocupada interinamente e com muita competência por Robson Dantas (Robinho), dado que o mesmo se empenhou em muito para conduzir a secretaria de cultura, já sendo Secretário de meio ambiente. Robinho cumpriu seu papel deixando um legado na secretaria promovendo a criação do conselho municipal de cultura, e em andamento, a criação do plano e fundo municipal de cultura, e a valorização de todos munícipes envolvidos direta e indiretamente com a cultura. O Jovem Adriano Wirz, vem para dar continuidade ao trabalho de toda equipe e trazer um novo alento para a secretaria.
 
Um breve histórico de quem é Adriano Wirz 

Em 1997 Diretor da ABES (Associação Baiana de Estudantes Secundarista), 2004 Diretor da UEB (União dos Estudantes da Bahia),2008 Presidente da JSB - Salvador e em exercício no momento da presidência da JSB - Bahia (Juventude Socialista Brasileira), 2008 Assessor Parlamentar da Senadora Lídice da Mata quando Deputada Federal, 2009 Assessor da Bahiatursa (Empresa Baiana de Turismo da Bahia) 2012 Assessor do Ex. Secretario de Turismo da Bahia Domingos Leonelli, ex membro do Conselho Estadual de Juventude da Bahia o qual participou de todas as gestões desde a sua criação, 2013 Supervisor do Centro de Convenções da Bahia . 

Texto: Roberto Ataide/ iItarantim Agora

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Governo lança aplicativo para avaliar a prestação de serviço turístico durante o Carnaval

O Governo da Bahia, por meio da Secretaria Estadual do Turismo, lançou, nesta sexta-feira (21), um aplicativo para avaliar a prestação dos serviços turísticos durante o Carnaval. O Reclame Turismo foi lançado pelo secretário Pedro Galvão, na sede do órgão, em Salvador, e apresentado aos integrantes do trade turístico baiano e dos órgãos de fiscalização ligados à defesa do consumidor, como Procon e Ibametro – Instituto Baiano de Metrologia.
A ferramenta, voltada para dispositivos móveis (tablets e smartphones), é um sistema para uso do governo, onde cada problema relatado será analisado, dando ao usuário (consumidor) a possibilidade de acompanhar todas as medidas tomadas pela Secretaria do Turismo até a sua resolução.
Para se cadastrar, o turista deve registrar nome, CPF ou passaporte, endereço, telefone, país, estado ou cidade de origem e e-mail. O trabalho será desenvolvido em conjunto com a Coordenação de Cadastramento e Fiscalização dos Serviços Turísticos, que atuará em parceria com o trade turístico local. O turista poderá acompanhar o andamento de todas as suas reclamações pelo próprio aplicativo.
“Não se trata de uma ferramenta para constranger os prestadores de serviço, uma vez que as informações não serão públicas, mas para melhorar a qualidade do atendimento ao turista, seja nas áreas de transporte, hospedagem, alimentação e setor público”, afirma o secretário Pedro Galvão.
Para o presidente da Câmara de Turismo da Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio), Giuseppe Belmonte, a ferramenta não deve prejudicar os comerciantes que trabalham corretamente. Já Luiz Henrique Amaral, da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), solicitou que as entidades de classe recebam as denúncias com celeridade, e que as respostas ao consumidor sejam dadas rapidamente.
O aplicativo já está disponível para o sistema Android, no Google Play, e ficará disponível na Apple Store, para o sistema IOS, a partir do dia 25.
Como baixar
Áreas que serão avaliadas pelo aplicativo: 
  • Meios de Hospedagem
  • Agências de Viagem
  • Locadora de Veículos
  • Bares e Restaurantes
  • Empresa de Eventos
  • Guias de Turismo
  • Serviço Receptivo
  • Serviço de Informação
  • Serviço de Segurança
Avaliação dos serviços prestados no Carnaval em 2013
Universo: 1,3 mil entrevistados
Táxi: 40% consideraram regular, ruim ou péssimo
Acarajé: 10% criticaram os preços
Vendedores ambulantes: mais de 60% criticaram as condições de higiene
Bares: o vilão também foi o preço praticado, criticado por mais de 45% dos visitantes
Outros serviços que receberam críticas:
Terminal marítimo, transporte urbano, limpeza dos banheiros públicos

Seminário Pensar a Bahia Sustentável enriquece debate politico do programa de governo do PSB

“Estou emocionada. A última vez que eu participei de um seminário com essas características foi na época em que Brizola candidatou-se ao governo do Rio de Janeiro. De lá para cá a única coisa que eu tinha visto em política foram encontros em que se junta o maior número possível de pessoas com o único objetivo de ganhar votos”.
O depoimento da assessora educacional Lurdinha Cardoso resumiu o sentimento dos participantes do I Seminário Pensar a Bahia Sustentável, realizado entre os dias 9 e 22 de fevereiro, no Hotel Portobello, em Salvador. “Para mim esse seminário foi um momento de formação. Nunca havia participado de um encontro tão rico, com tantos especialistas discutindo questões tão importantes”, destacou a presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores Domésticos, Creuza Maria Oliveira.

Ao todo foram sete painéis que reuniram expositores ligados aos principais centros de estudos acadêmicos do País, como o sociólogo Luiz Werneck Vianna, os economistas Eduardo Gianetti e Tânia Bacelar, o arquiteto Marcelo Ferraz e o engenheiro Adary , em um formato democrático que permitiu a ampla participação das plenárias.
Foram 24 horas de debates em painéis temáticos com três especialistas cada, que debateram temas como política, economia, desenvolvimento, logística, infraestrutura e meio ambiente. Uma longa jornada de trabalho, como definiu Domingos Leonelli, diretor do Instituto Pensar, entidade responsável pela realização do encontro em parceria com a Fundação João Mangabeira. “A participação efetiva da plenária, em um processo de verdadeira fusão com a mesa, foi muito enriquecedora para este início do processo de produção do programa de governo do PSB para o Estado da Bahia”, declarou Leonelli.
Gravados em vídeo, os debates serão editados, publicados e apresentados aos participantes dos próximos seminários temáticos, sobre educação, saúde, segurança, gestão e orçamento público, em data a ser definida. As conclusões formarão o os eixos centrais do programa de governo, documento digital que será submetido à apreciação da sociedade, que poderá contribuir com as suas sugestões.
“Algumas pessoas nos perguntaram porque encerrar e não abrir com meio ambiente um seminário que tinha como título a sustentabilidade. A mudança na ordem dos fatores não alterará o produto, até porque essa será uma questão central do nosso programa de governo. Mas entendo que a política tinha que ser o abre alas da nossa discussão porque ela não é nada mais que a expressão de tudo o que discutimos. Temos que recuperar o posicionamento essencial da política e do político, que é no comando da economia e do desenvolvimento”, destacou a presidente estadual do PSB, senadora Lídice da Mata.
Pré-candidata ao governo do Estado, Lídice participou de todos os sete painéis, coordenados por estudiosos e pesquisadores como o sociólogo Luiz Werneck Vianna, os economistas e Tânia Bacelar e Eduardo Gianetti, os arquitetos Marcelo Ferraz e Ângela Gordilho, os engenheiros Adary Oliveira e Paulo Villa, os ambientalistas Renato Cunha e Júlio Rocha.
A pré-candidata do PSB-Rede Sustentabilidade ao Senado, Eliana Calmon, não pôde estar presente em função de sua participação em um congresso sobre segurança pública em Nova York, mas mandou uma mensagem em vídeo saudando a realização do seminário.
Abertura
Diante de um auditório lotado, com mais de 300 pessoas, o sociólogo Luiz Werneck Vianna abriu os trabalhos com a palestra intitulada Que Política é Possível. “Estamos no fim de um longo ciclo da política brasileira. Estamos caminhando para modernização”, pregou Werneck, para quem a resposta ao clamor das ruas consiste não na redução, mas em submeter o Estado à  sociedade brasileira, invertendo a lógica que históricamente rege o País.
“Não estamos dizendo que o País não avançou, nós saímos da ditadura e hoje vivemos na democracia. Está na hora da modernização ceder lugar ao moderno. A política muitas vezes está condenada ao fracasso porque não encontra o apoio da sociedade”, ressaltou o professor. Werneck diz ter aceitado o convite para abrir o seminário “porque acredito que a candidatura de Lídice tem a possibilidade histórica de fazer uma nova política”. Já a senadora salientou que o maior desafio do governante é saber ouvir a população antes de agir. “Se queremos fazer diferente não há saída se não for pela radicalização da democracia. Esse é o grande desafio deste seminário e vocês estão desafiados conosco”, frisou.
 Economia
 O segundo dia de trabalhos foi dedicado à discussão dos temas econômicos. Os trabalhos foram abertos com a exposição de Eduardo Gianetti, que traçou um panorama da economia nacional em que alertou para a necessidade de o Brasil reverter a combinação de três situações que não costumam caminhar juntas em economia: um baixo crescimento crônico, a pressão inflacionária, e um forte déficit em conta corrente.
Armando Avena e Oswaldo Guerra centraram suas exposições nos problemas concernentes à economia baiana. Ambos falaram sobre a concentração de riquezas nas porções litorâneas e do oeste do estado em detrimento à escassez na porção central do estado, notadamente no chamado semiárido, que ocupa 69% do território baiano. “As potencialidades de crescimento industrial e agropecuário continuam concentradas nas franjas do Estado, alertou Avena.
No período da tarde, os economistas Tânia Bacelar e Edgard Porto debateram os “Horizontes do Desenvolvimento – A Bahia e o Nordeste”. Citando os programas de transferência de renda do Governo Federal, Bacelar destacou que é de fundamental importância tratar a questão social na ênfase que ela precisa: “Não perco um minuto discutindo porta de saída para o Bolsa Família: porta de saída para o Bolsa Família é a educação”.
O terceiro dia do seminário teve três painéis: as arquitetas Angela Gordilho e Angela Franco abordaram a “Reforma Urbana”, o arquiteto Marcelo Ferraz e o antropólogo Antônio Risério debateram o tema “As Cidades e o Processo de Integração da Bahia” e os engenheiros Paulo Villa e Adary Oliveira  discutiram “Logística e Infraestrutura”.
Para Marcelo Ferraz, quando se fala em construção das cidades é importante refletir até que ponto “os governos primam pelo respeito, conservação e ocupação do espaço público”, pensamento compartilhado pelo sociólogo Antônio Risério: “A política urbana foi entregue pelos governos aos empresários”, criticou.
Meio Ambiente
Renato Cunha e Júlio Matos encerraram o seminário no sábado abordando o enfrentamento aos problemas ambientais da Bahia. “O papel do próximo governo do Estado é rever o papel da Embasa no saneamento da Bahia, que tem um modelo de tratamento de esgoto lastimável. Salvador não bebe uma gota de água armazenada na cidade e a dependência do Paraguaçu que era 60% passou a ser 70%”, criticou Matos.
“O Bahia Azul dizia que ia resolver todo o problema ambiental de Salvador, mas isso não é verdade. Dados do Inema revelam que as praias continuam impróprias para banho. Foram 600 milhões de dólares investidos e não resolvemos o problema”, acrescentou Renato Cunha.
E encerrou com um exemplo de que a mobilização da sociedade organizada continua sendo o principal instrumento da democracia, ao comentar o processo de consultas coletivas que serão feitas pelo governo do Estado para a construção do zoneamento ecológico econômico (ZEE). “A norma legal diz que os ZEEs têm que ser feitos de forma participativa, mas na pressa o governo quis fazer apenas nove consultas em todo o Estado. Questionamos junto ao Ministério público e conseguimos fazer com que o governo realize consultas em todos os 27 territórios de identidade”, disse Cunha.

Ascom PSB

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Raio Laser

Quadro
Amigos de Rui Costa, candidato do PT ao governo, dizem que ele não se abala ante a candidatura oposicionista que deve enfrentar. E acha que não há grande diferença entre os nomes de Geddel Vieira Lima, do PMDB, e do ex-governador Paulo Souto, do DEM. Na avaliação do petista, se Geddel não tem “passivo”, porque nunca governou, por outro lado facilitaria imensamente a conquista da classe média, que se afastou do PT desde o mensalão. Já Souto teria apoio na classe média, mas, por outro lado, teria sua administração comparada com a do governador Jaques Wagner. E neste quesito, na análise dos petistas, ficaria em ampla desvantagem. É como os petistas próximos a Rui analisam o novo quadro.

A favor
Pelo menos na Câmara Municipal, foi por água abaixo a ideia de uma lua de mel entre o prefeito ACM Neto (DEM) e o governador Jaques Wagner (PT). Na última votação importante ocorrida na Casa, o presidente do PT municipal, Edson Valadares, foi para dentro do plenário se certificar de que os vereadores da legenda não votariam a favor do democrata.

À esquerda
O PP já tem novo argumento contra a ideia do governador Jaques Wagner (PT) de fazer uma mulher candidata a vice na chapa do petista Rui Costa, disputada pelo partido e o deputado estadual pedetista Marcelo Nilo, especialmente se ela for a deputada federal Alice Portugal, do PCdoB. Acham que, neste caso, a chapa ficará muito à esquerda.

Coisas menores
O deputado federal Cláudio Cajado (DEM), que encerra este ano o seu quinto mandato como parlamentar, afirmou serem “coisas menores” os motivos que levaram ao impasse entre os pré-candidatos oposicionistas Geddel Vieira Lima (PMDB) e Paulo Souto (DEM). “Não creio que haja desentendimentos que não possam ser resolvidos para que marchemos unidos. (…) O nome de Geddel é forte o suficiente para concorrer a qualquer cargo. O de Paulo Souto também”, explicou durante entrevista à rádio CBN Salvador.

Emoção pura
Foi simplesmente emocionante a cena em que a jornalista Leilane Neubarth leu ontem, ao vivo, num dos noticiosos da Globo News, a carta de despedida da jornalista Vanessa, filha de 29 anos do cinegrafista Santiago Andrade, 49, morto depois de ter sido atingido por um rojão solto provavelmente por um black bloc durante uma manifestação ocorrida no Rio de Janeiro.
Pesar
Faleceu domingo, em Feira de Santana, o pastor João Dias, líder das igrejas evangélicas, professor da UNEB e integrante do Grupo de Trabalho da Comissão da Verdade, que na Cidade Princesa levantava o papel das igrejas Cristãs na Ditadura. Muito conceituado na sociedade feirense, o seu falecimento causou consternação. O sepultamento ocorreu ontem à tarde.

Presença e ausências
Ainda em recuperação pela extração de um sinal, a senadora Lídice da Mata, pré-candidata do PSB ao governo, não compareceu à festa de proclamação da Beleza Negra, no Curuzu. Rui Costa, candidato do PT, não só foi, como ainda dançou kuduro, a sua preferida. Nem Geddel Vieira Lima, do PMDB, nem Paulo Souto, do DEM, foram vistos na festa.

Vice
Embora Rui Costa, candidato do PT ao governo, diga não se importar com a candidatura das oposições ao governo, em seu círculo mais íntimo é forte a preocupação com relação a quem será o candidato a vice de Lídice da Mata, do PSB. “Dependendo do vice de Lídice, esta senadora vai dar uma dor de cabeça danada”, diz um petista muito próximo de Rui.

EMAB
O desembargador Jatahy Júnior assume hoje (11) a diretoria da Escola de Magistrados da Bahia (ESAB). O magistrado sucede a desembargadora Maria do Socorro Santiago. A solenidade será às 19 horas, na sede da instituição, no Jardim Baiano.

Na bronca
O prefeito de Jaguaripe, Heraclito Rocha Arandas (PR), ficou na bronca ontem na UPB, durante o ato que legitimou a presença do seu partido na base do governo. Ele criticou na frente de todo mundo que na “casa do prefeito” (neste caso a UPB) não tinham vagas para estacionar. “Tudo reservado para o governador”, disse o segurança. Tem prefeito que está indo estacionar na Paralela”, dispara o gestor. “Eu não culpo o governador não, mas deveria ter estacionamento para os prefeitos”. Depois o político leu seu discurso e elogiou Rui Costa, mesmo sem conhecê-lo, como deixou claro no início da própria fala.

Investimentos
O ministro dos Transportes falou com exclusividade ontem para a Tribuna e destacou as obra sque têm sido feitas pelo Ministério dos Transportes na Bahia. Segundo ele, nunca foi investido tanto como agora no estado. “Só na Fiol [Ferrovia Oeste Leste] hoje se investe por mês mais de R$ 120 milhões. O DNIT está investindo aqui na recuperação de todas as estradas baianas, duplicação de estradas. Portanto, o Ministério na condução da presidenta Dilma e nesta aliança que ela tem a favor da Bahia com o governador Jaques Wagner, sem sombra de dúvida, quem sai beneficiado é o povo baiano. Muitas coisas estão em execução e outras virão”.

Bênção
O cantor Pierre Onassis, que já declarou que será candidato a deputado estadual pelo PR, participou do ato político, ontem, em Salvador, junto com outros artistas baianos, como Tonho Matéria, Edu Casanova e Sarajane. O ponto mais alto da participação de Onassis foi quando ele disse que a sigla PR já simboliza uma parceira que dará certo: “O P é de Pierre e o R é de Rui”. Depois dessa pérola, o cantor proferiu uma oração e levou Rui Costa para tomar a bênção de todos os presentes, que se levantaram e oraram junto com os políticos, para abençoar o pré-candidato.

Moral de Reinaldo
O deputado estadual Reinaldo Braga (PR) foi o mais ovacionado ontem, no ato que oficializou o apoio do seu partido à candidatura de Rui Costa, do PT. Durante o evento, lideranças e militantes gritavam o nome do parlamentar. Em seu discurso, Reinaldo falou dos oito mandatos na Assembleia Legislativa (cerca de 32 anos), e aproveitou para agradecer o calor humano recebido.

Que desempenho!
Um deputado governista disse ontem, no evento do PR de apoio a Rui Costa, na sede da UPB, que o Facebook do ex-governador Paulo Souto só serve para render notas nas colunas de política. “Gente que é bom mesmo não tem”, disse o deputado, desdenhando do número de seguidores do ex-governador – algo em torno de 5,6 mil.

Sem dificuldade
Já são nove partidos na base da campanha do pré-candidato petista, Rui Costa. Para Otto Alencar, não há dificuldade em administrar um projeto com nove partidos. ‘Nunca dificultou não. Se o governo vai bem, os partidos todos vão reconhecer isso. Só dificulta quando o governo vai mal, porque os partidos aí querem que o governo vá bem. Quem constrói uma aliança, constrói para formar um governo forte, realizador e que possa trazer benefícios para o povo”, completa Otto no evento do PR, ontem, em Salvador.

Paciência
O presidente do PMDB na Bahia, Geddel Vieira Lima, postou uma foto ao lado do ex-governador, Paulo Souto (DEM), com a seguinte legenda: “Agora a (sic) pouco conversando com o amigo Paulo Souto em evento em Salvador”. O objetivo da foto é demonstrar que os dois pré-candidatos devem se entender, como afirmou o ex-ministro também em postagem no Twitter. “Vai tudo acabar bem aciência”.

Crescimento do PR
De acordo com o presidente do PR na Bahia, deputado Zé Rocha, “na medida que a sigla participa de um programa de forma integrada, certamente, se essa chapa for vitoriosa, a tendência do PR é crescer, do ponto de vista não só da quantidade mas sobretudo da qualidade”. Confiante na eleição de Rui, Rocha disse que o candidato é um político hábil, técnico competente, e tem o apoio do pré-candidato Otto Alencar, “que é bem conhecido e tem o governador ao seu lado, que é o condutor do processo”.

Confiança em Nilo
O PR continua preferindo o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado Marcelo Nilo, para ocupar a vaga de vice de Rui Costa. O presidente da sigla na Bahia volta a dizer que a decisão é do governador e que vai apoiar a chapa independente de quem seja. “O nome de vice da nossa preferência é Nilo, mas o governador é que vai decidir o nome e, independente de quem seja, nós estaremos juntos”.

Agradecido
Diante do afago dos republicanos, o deputado Marcelo Nilo disse que “o PR é um partido consolidado, com vários deputados federais, estaduais e representações do interior do estado e que só vem a somar à chapa do favorito Rui Costa”. Nilo discorda da tese de que uma base ampla deixa a campanha ruim de ser conduzida. “Primeiro que aumenta o tempo de televisão, segundo que aumento o número de prefeitos e de lideranças políticas, resulta num maior apoio do povo. O apoio do PR só vem a somar, sem dúvida alguma”.

Palestra
Amanhã, às 19h30, será realizada a palestra sobre Aborto e suas Consequências, na Sociedade Espírita O Semeador, em Nazaré. O palestrante convidado é o ex-deputado Luiz Bassuma.
- Tribuna da Bahia

Turistas devem deixar R$ 1 bilhão em Salvador durante o Carnaval

Visitantes brasileiros, estrangeiros e baianos de outras cidades devem deixar R$ 1 bilhão em Salvador, durante o Carnaval. A estimativa é da Secretaria do Turismo, que prevê a chegada de 526 mil turistas, nos seis dias de folia. Somente de cruzeiros marítimos são aguardados 15 mil visitantes, no período da folia. Já no aeroporto, outros 150 mil devem desembarcar para curtir o som dos trios elétricos e o glamour dos camarotes.
Os principais emissores brasileiros, que representam 87% dos turistas, são Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Sergipe. Os estrangeiros, por sua vez, vêm da Argentina, EUA, Itália, Alemanha, França e Reino Unido.
A média individual de gastos é de R$ 2 mil, com desembolso diário, médio, de R$ 373. Os gastos preliminares incluem a compra do pacote com hospedagem e bilhete aéreo. Já durante a folia, a maior parte dos gastos vai para a compra do abadá e camarotes, alimentação e transporte. “Temos turistas que chegam a gastar R$ 15 mil individualmente, pois são aqueles que alugam embarcações, ficam em hotéis e camarotes top de linha”, afirma o secretário do Turismo, Pedro Galvão. Há também os que gastam menos, que optam por ficar em casa de parentes e amigos. Esse público representa 40% dos visitantes.
 
redação - Gente & Mercado

Pacote para curtir Carnaval de perto chega até R$ 12 mil; veja levantamento de preços



Você é daqueles apaixonados por Carnaval, que não gostam de perder nenhum detalhe da folia de momo? Não abre mão de acompanhar a maior festa de rua do planeta bem de perto todo ano? Então, preste bem atenção nestes dois conselhos. Um: prepare o bolso, porque o custo para se hospedar próximo aos circuitos pode chegar a custar até R$ 12 mil, a depender do nível de conforto buscado. Dois: corra o quanto puder, pois vários hotéis e pousadas já estão lotados ou vendendo suas últimas vagas.Opções Há opções de hospedagem para todos os gostos - desde quartos coletivos em albergues a preços mais acessíveis a apartamentos estilo estúdio, em empreendimentos do tipo flat. Em um levantamento feito pelo CORREIO em 29 hotéis dos três circuitos - Centro Histórico, Campo Grande e Barra - e suas adjacências, as opções mais baratas são os tradicionais albergues da juventude ou hostels. Neles, é possível alugar uma cama em quartos coletivos com até oito pessoas.É o caso, por exemplo, do Hostel das Laranjeiras, no Pelourinho, e da Pousada e Albergue Âmbar, na Barra. No hostel do Centro Histórico, o pacote individual para seis noites em um quarto coletivo de oito pessoas custa R$ 898. No albergue da Barra, localizado na Rua Afonso Celso, o mesmo pacote, de 27 de fevereiro a 5 de março, custa R$ 950.Clique na imagem abaixo para aumentar Em ambos os casos, os pacotes podem se esgotar a qualquer momento. No Âmbar, por exemplo, todas as reservas já tinham sido vendidas para o período. “Hoje, só temos uma vaga porque uma pessoa não pode vir e desistiu da reserva”, afirmou uma funcionária do estabelecimento.Quem optar por ficar em um albergue terá direito a café da manhã, mas abrirá mão do conforto, pois os quartos coletivos não possuem banheiro interno. Eles são compartilhados e ficam do lado de fora dos quartos.Conforto Por outro lado, quem não abrir mão de uma hospedagem privativa e confortável terá que desembolsar bem mais. Esse é o caso, por exemplo, do Hotel Boutique A Casa das Portas Velhas, localizado no Largo da Palma, próximo ao circuito do Centro. O hotel quatro estrelas, que possui acomodações de luxo e regalias como jacuzzis, só tinha disponível ontem o pacote mais caro - chamado Pacote Luxo. A hospedagem para um casal de 27 de fevereiro a 5 de março custa R$ 3.627.Escolher se hospedar em acomodações de empreendimentos do tipo flat pode sair ainda mais caro, especialmente no Circuito Dodô (Barra/Ondina), o mais badalado do Carnaval soteropolitano. É o caso do Farol Barra Flat, localizado na Avenida Oceânica. Um quarto estilo estúdio com vista para o mar e janela voltada para a avenida onde passarão os trios elétricos chega a custar R$ 12 mil para as mesmas seis noites.Nesse mesmo empreendimento, um estúdio lateral, com vista parcial para a avenida, custa R$ 9 mil, enquanto o apartamento com vista para as ruas do fundo custa R$ 8 mil. “Os quartos são totalmente equipados, com cama, TV, ar condicionado, frigobar, cozinha americana e banheiro com água quente”, diz a gerente de reservas Gilmara Bezerra.A vantagem de escolher esse tipo de hospedagem é a possibilidade de dividir os custos: o empreendimento aceita hospedar até quatro indivíduos por apartamento e disponibiliza sofás-cama. Mesmo com um preço mais elevado, apenas quatro quartos de um total de 80 unidades permanecem disponíveis para aluguel.Também na Avenida Oceânica, o Bahia Flat disponibiliza apartamentos de estilo semelhante por R$ 5 mil, por sete noites. A capacidade máxima de hospedagem também é de quatro pessoas. “Um flat é uma hospedagem que inclui apetrechos domésticos, mas com a opção de todos os serviços tradicionais da hotelaria”, explica o gerente Ivonaldo Freitas.Bairros vizinhos ao circuito, como o Rio Vermelho, também possuem opções de hospedagem. É o caso do Bahia Park Hotel, localizado no Largo da Mariquita. O quarto duplo custa R$ 2.887 durante seis noites. Por sua vez, o quarto triplo custa R$ 3.412.LotadosVários dos hotéis pesquisados pelo CORREIO já não tinham vagas disponíveis durante o Carnaval. É o caso, por exemplo, do Hotel Villa Bahia, no Pelourinho; o Zank Boutique Hotel, no Rio Vermelho; e as pousadas Beijaflor e do Boqueirão, no bairro do Santo Antônio.Salvador possui 21 hotéis adaptados para pessoas especiaisUma lista divulgada pela Secretaria do Turismo do Estado da Bahia (Setur-BA) aponta que 21 hotéis da capital baiana são adaptados para cadeirantes e portadores de deficiências físicas. Desses, 11 estão em bairros como Barra, Centro Histórico e Ondina.Outros cinco ficam no Rio Vermelho, bairro vizinho ao principal circuito da folia de momo. Outros cinco ficam em bairros distantes do circuito, como Stella Maris, Itapuã e Itaigara. Localizado entre o Farol da Barra e o Cristo, o Monte Pascoal Praia Hotel oferece gratuitamente transfer do hotel para o aeroporto, de segunda a sexta-feira, além de dispor de amplo apartamento adaptado, com varanda e vista para o mar. O Monte Pascoal foi bem avaliado pelo blog voltado para o público cadeirante O Viajante Especial. “Este é um bom hotel, com um ótimo atendimento e um excelente café da manhã. Por estar situado na orla, o ‘especial’, se estiver acompanhado, poderá sair do hotel com sua cadeira de rodas, para curtir um pôr do sol à beira do mar ou mesmo para fazer algumas compras, pois o hotel também está localizado numa área comercial, com lojas, farmácias, bancos e restaurantes”, destaca o blog, que, no entanto, faz algumas críticas. “Ao lado do vaso sanitário tem uma barra, mas está numa posição que não ajuda muito o cadeirante. Se você estiver sozinho, poderá ter problemas, pois o vaso é um pouco baixo”, adverte.Hoteleiros reclamam de ‘ano ruim’ e atribuem a culpa ao MundialApesar de vários hotéis estarem lotados, alguns representantes da hotelaria têm reclamado de um ano ruim. Segundo eles, o normal para este período seria que a maioria dos hotéis dos circuitos e suas adjacências já estivessem com as reservas esgotadas, o que não havia ocorrido até ontem. Entre as razões para isso, eles apontam o alto preço das passagens aéreas, a imagem ruim de Salvador no mercado internacional e outro fator curioso: a preferência do consumidor por guardar dinheiro para visitar a cidade na Copa do Mundo.O Bahia Park Hotel, no Rio Vermelho, por exemplo, ainda tem 15 apartamentos disponíveis para o período do Carnaval, de um total de 55. “A procura está fraca. Quando passamos as tarifas, alguns dizem que vão deixar para vir no período da Copa e não podem gastar nas duas oportunidades”, relatou a promotora de vendas Gisélia de Jesus.“Nosso Carnaval está bastante atípico. Se fosse nos outros anos, e olhe que eu estou há dez anos no ramo, não haveria nenhuma vaga a 15 dias do Carnaval”, disse o empresário Giovanni Pipolo, proprietário dos hotéis Suítes do Pelô e do Sobrado 25 - esse último inaugurado no domingo passado.“Na hora que abri, já fechamos reservas de duas pessoas para a Copa, mas para o Carnaval, nada ainda”, contou. Identificado apenas como Willy, o proprietário da Pousada Villaverde, no Morro do Gavazza, atribui a baixa procura à reputação ruim de Salvador no exterior. “A imagem de Salvador está péssima fora do país”, opina o empresário.
 
Victor Longo e Joana Rizério - Correio da Bahia

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Economia criativa precisa de políticas públicas para se desenvolver

O cenário é muito positivo para a economia criativa no Brasil. No entanto, para que o setor cresça, é preciso monitoramento para se mensurar tamanho e identificar gargalos visando à construção de políticas públicas, disse à Agência Brasil a gerente de Desenvolvimento da Economia Criativa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Estado do Rio de Janeiro (Sebrae/RJ), Heliana Marinho da Silva.
Heliana participou  da mesa-redonda Tendências e Oportunidades da Economia Criativa, no primeiro dia de trabalhos do Rio Info, principal  evento nacional de tecnologia da informação (TI), realizado há dez anos  na capital fluminense e há três anos em Portugal.
Segundo a gerente do Sebrae/RJ, a economia criativa envolve setores que nunca foram estimulados do ponto de vista econômico, como design e arquitetura. Esses setores  não haviam sido considerados como foco de um negócio importante no mundo contemporâneo, explicou. O governo federal prepara o lançamento do Plano Brasil Criativo, iniciativa para estimular o desenvolvimento dessa área econômica.
Heliana Marinho sugeriu que haja uma definição clara de quais são os setores que integram a economia criativa e que se estabeleçam as condições de  monitoramento e de pesquisa para a  mensuração do seu tamanho. Defendeu também que sejam identificados os gargalos da cadeia de produção e que se promova a integração desses setores, que “se falam melhor de maneira articulada”.
Outros desafios são a identificação de formas de financiamento adequadas para os diversos setores e um ambiente de negócios, “ou seja,  políticas públicas de incentivo, com tributação diferenciada. Enfim, todo um conjunto de fatores que podem estimular  esse desenvolvimento”.
O Sebrae lançou em julho desse ano a Cartilha do Empreendedor Individual na Economia Criativa, voltada para a participação do pequeno empresário nesse setor econômico. O documento pode ser baixado de página da instituição sobre economia criativa.
Segundo Heliana, há a percepção de que setores como música, audiovisual e arquitetura, que misturam várias cadeias produtivas, são fortes no âmbito da economia criativa, mas  precisam ser melhor mensurados, para que se possa identificar as necessidades e, também, as oportunidades.
De acordo com Heliana, a tecnologia da informação é um elemento funcional de transversalidade, presente em todos os diferentes setores econômicos. “Hoje, não dá para pensar em projeto de  arquitetura ou de audiovisual, por exemplo, sem TI”, reforçou. “A TI talvez seja o fator de integração entre todas as cadeias produtivas aí colocadas”.

Heliana observou, entretanto, que o cenário atual ainda é “de muita experimentação”. Isso ocorre porque a economia criativa traz um novo olhar sobre diversos segmentos econômicos e os agrupa de forma também diferente. “A partir daí, o impacto sobre os negócios, os empreendimentos e no próprio desenvolvimento se dá de uma maneira que nunca foi estimulada, nunca foi monitorada”.
Os setores criativos respondem por 10% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. No Brasil, essa relação está entre 7% e 8% do PIB, sendo que no estado do Rio de Janeiro, a estimativa é que  em torno de 4% ou 5% do PIB estão concentrados nesses setores, informou.
A gerente do Sebrae/RJ recordou que estudo recente da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad, na sigla em inglês) aponta que o crescimento do ambiente criativo e das indústrias criativas atingiu patamar de 14% em 2010. “Isso mostra uma grande expressão desses segmentos”.
A importância do profissional de TI nesse cenário se amplia na medida em que ele está conectado aos demais setores da economia criativa, frisou Heliana. “Nesse campo da economia criativa, nada se dá muito isolado”. Esclareceu que o elemento cultural permite maior diferenciação e muita informação para os novos conteúdos.
Edição: Davi Oliveira
Por Alana Gandra, da Agência Brasil

Economia criativa: ideias que valem ouro

Se no passado recente o que fazia girar a economia eram parques industriais gigantescos, com capital investido em máquinas e funcionários e produção contada em milhares de produtos, hoje existe um vasto mercado em que as ideias geniais valem dinheiro. Essa é a base do conceito da economia criativa, que ganha força no Brasil e foi  um dos temas discutidos na Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentávels. Segundo dados das Nações Unidas, 8% do PIB mundial é gerado por negócios em torno de música, literatura, design, moda, desenvolvimento de softwares, artesanato. Esse patrimônio cultural é chamado de intangível, mas os ganhos obtidos por meio dele são bem concretos.

Que o diga Steve Jobs, fundador da Apple, que chegou a faturar quase 26 bilhões de dólares. Da mesma forma, o garoto americano Mark Zuckerberg criou há oito anos o Facebook, a maior rede social do mundo; sua empresa virtual está avaliada em cerca de 100 bilhões de dólares! Negócios como esses e toda a discussão sobre direitos de propriedade intelectual foram "previstos" pelo economista inglês John Hawkins, autor de The Creative Economy - How People Make Money from Ideas (A economia criativa - como as pessoas ganham dinheiro com ideias), de 2001, um dos primeiros livros sobre o assunto. 

No Brasil, também são muitos os exemplos de pessoas criativas à frente de negócios rentáveis e marcas reconhecidas mundialmente pela qualidade e originalidade. Quando o chef Alex Atala - cujo restaurante, o D.O.M., acaba de ser eleito o quarto melhor do mundo - tempera seus pratos com priprioca, um tipo de capim da Amazônia, ele está fazendo economia criativa. "O elo entre natureza e cultura é a comida. É preciso cozinhar e comer como cidadão", costuma dizer ele, que desbravou a culinária nacional viajando pelos sertões e conhecendo as comunidades que produzem os ingredientes empregados em suas criações gastronômicas. Assim chamou a atenção para si mesmo, para o país e gerou renda para centenas de pessoas, que permanecem em seus lugares de origem. Quem vai a seu restaurante, em São Paulo, vive uma experiência única, e esse fator, tão subjetivo, também gera concretamente dinheiro, emprego e oportunidade para todos os envolvidos. 

"A economia criativa valoriza mais o processo do que o produto", sintetiza Claudia Leitão, que está à frente da recém-criada Secretaria da Economia Criativa do Ministério da Cultura (Minc). "São prioridades a inclusão e a cooperação. A criatividade brasileira, embora impalpável, é uma das nossas maiores riquezas e pode ser um caminho para o desenvolvimento do país e de todos os envolvidos. Um exemplo: do Oiapoque ao Chuí, as brasileiras bordam. Uma de nossas missões é desenvolver políticas públicas que estimulem e organizem a produção e a comercialização do bordado, para sustento dos autores e também para projetar nossa cultura", diz ela. 

Alguns visionários perceberam esse tesouro e fizeram dele matéria-prima de suas produções notáveis. Um dos pioneiros foi o artista plástico Renato Imbroisi, que, há mais de 30 anos, cria peças incluindo no processo artesãs têxteis de Muquém, pequeno município de Minas Gerais. Seu trabalho é reconhecido na Europa, na África e no Japão. Também é o caso da designer de joias e bijoux Mary Arantes, nascida no Vale do Jequitinhonha; sua marca, Mary Design, emprega artesãos de vários lugares, orientados por ela. A jovem Mana Bernardes, artista plástica carioca cujas joias feitas com material reciclado foram premiadas aqui e no exterior, acredita que para o designer não basta criar. "É ele quem também desenha a forma de trabalhar e o desenvolvimento das pessoas, respeitando potencialidades individuais e conectando pontos em comum. Isso é economia criativa", define ela. 

Com políticas públicas eficientes, esses e outros criadores poderiam fazer mais e incluir mais gente e mais conhecimento em suas obras. "Ocorre que a economia criativa por aqui ainda é incipiente", afirma Rubens Ricupero, economista, diplomata e representante permanente do Brasil na ONU. Ele acredita que o novo modelo contribui para o desenvolvimento, mas não trata o assunto com euforia. As nações com melhor educação, como Austrália (onde surgiu o conceito, na década de 1990) e Inglaterra, têm mais chance de produzir ideias geniais e mantê-las rentáveis, mesmo porque o governo facilita a produção e isenta de impostos os produtos do entretenimento. Já nos países pobres e emergentes, a realidade é outra.

Texto de Liliane Oraggio

domingo, 26 de janeiro de 2014

MPL faz rolezinho em shopping e critica preconceito

Ag. A TARDE | Mila Cordeiro
Os rolezinhos, que têm invadido os shoppings de todo país, também ganharam os shoppings de Salvador. Com caráter de protesto, desde às 16h, integrantes do Movimento Passe Livre Salvador (MPL-SSA) se reuniram na entrada do Salvador Shopping, com acesso à avenida Tancredo Neves, para repudiar as ações contra os rolezinhos no Brasil.
Cerca de 10 pessoas se apresentaram no centro comercial, e, com caixa de som e microfone, se revezaram entre falas contra o racismo e a discriminação a jovens da periferia. Um dos integrantes do movimento e também sociólogo, Walter Altino, expôs as intenções do manifesto. "O jovem negro da periferia tem o mesmo direito que qualquer outro cidadão tem de acesso ao shopping, de passear e de consumir", comentou.
O integrante do Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora (Intersindical), Franklin Oliveira, também esteve presente e relatou uma situação que também vê nos shoppings da capital baiana. "Já presenciei um casal de negros sendo maltratado no Habib's, na Centenário, e por isso estou aqui para dizer que é preciso acabar com o preconceito e que os shoppings devem permitir o acesso de qualquer pessoa, seja ela negra, branca, pobre ou rica", disse. 
Iguatemi - No Shopping Iguatemi, um encontro habitual ocorreu desde o início da tarde deste sábado. Pelo menos dois grupos de jovens circulavam pelo shopping -  um de moradores de Cajazeiras, com aproximadamente 15 pessoas, e o outro maior, de 40 jovens, moradores da Liberdade.
Segundo um dos integrantes da Liberdade, Rafael Passos, de 20 anos, os rolezinhos do grupo, nomeado Família no Talento, têm o objetivo de levar lazer e unir os amigos e colegas do bairro. "Viemos dar um rolé, fazer amizades, namorar e comprar", completou.
Um homem, que aparentava 50 anos e não quis se identificar, repreendeu a equipe de reportagem por estar conversando com o grupo. "Vocês estão incentivando esse tipo de coisa", afirmou.
Em contato com a assessoria do Iguatemi, o shopping informou que  mantém uma política de respeito a toda e qualquer manifestação social e acredita na livre expressão do pensamento, mas que não está de acordo com atitudes em desacordo com as normas de conduta do estabelecimento.
Já a administração do Salvador Shopping disse que mantém o funcionamento normal do centro comercial neste final de semana e que acompanha atentamente o assunto junto às autoridades competentes.
Nos rolezinhos deste sábado não foi identificada nenhuma manifestação de caráter violento ou que levasse prejuízos às lojas dos shoppings.
Fonte: Jornal A Tarde 

Leonelli lembra 30 anos do "Diretas Já"

Politizado, pacífico, objetivo e marcado por uma febre de rebeldia e civismo que contagiou todas as classes, a campanha pelas Diretas Já completa 30 anos como o maior e mais consequente movimento de massas do Brasil. “Jamais passou pela cabeça do Dante que a emenda se transformaria num fantástico movimento de massas”, revela a ex-deputada Thelma de Oliveira, viúva do deputado federal Dante de Oliveira, autor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de 2 de março de 1983 que estabelecia eleições diretas para presidente e seria o estopim do movimento.
Segundo ela, a presença de lideranças, a pauta objetiva e o caráter pacifista (não há registro de que uma lixeira sequer tenha sido virada) despertaram a forte participação popular. “A emenda representou o desejo de mudanças. O objetivo era trocar a ditadura, o inimigo comum, por um presidente eleito”, lembra Thelma, com uma pitada de saudosismo: “É preciso resgatar o espírito da campanha das Diretas.”
“O povo deixou de ser objeto para se tornar sujeito da história e, se não conquistou a democracia direta que poderia ter vindo, pela primeira vez autorizou a elite política a recorrer ao Colégio Eleitoral para promover as mudanças”, disse ao iG o ex-deputado Domingos Leonelli, coautor, ao lado de Dante de Oliveira, do livro “Diretas Já: 15 meses que abalaram a ditadura”.
A campanha propriamente dita só passaria a valer e pegaria fogo a partir de 25 de janeiro de 1984, no célebre comício da Praça da Sé, em São Paulo, onde 300 mil pessoas ilharam o heterogêneo palanque e tiraram da zona do medo uma oposição que, traumatizada pela violência de 20 anos de arbítrio, ainda resistia em ousar.
Ao fixar os olhos na multidão, Carlos Castelo Branco, um dos mais importantes analistas políticos da época, profetizou: “Pode mudar a história, desde que seja o ponto de partida para outros iguais.” Castelinho sabia do que falava: o governo, sob o comando do general João Batista Figueiredo, tinha o domínio da máquina e das armas, a linha dura militar conspirava ameaçadoramente para perpetuá-lo, o povo ainda andava “falando de lado e olhando pro chão” e o medo assustava inclusive os 16 governadores que a oposição, empanturrada de votos, elegera dois anos antes, na mais importante concessão da abertura política.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Dieta a base de suco de Detox

1º dia
Manhã:  Suco verde
Almoço: Frango Grelhado e salada de Tomate e Ervas
Jantar: Iogurte Natural e Frutas a vontade  

2º dia
Manhã:  Suco de laranja 3 bolachas e água e sal  
Almoço: 2 Bife Grelhado e salada de verdura
Jantar: Iogurte Natural e Frutas a vontade  




3º dia

Manhã:  Iogurte Natural e Frutas a vontade  
Almoço: Peixe grelhado e salada de Tomate a vontade
Jantar: presunto a vontade

4º dia   
Manhã:  Suco verde  
Almoço: uma porção de arroz e uma porção de feijão com linhaça
Jantar: frango grelhado a vontade    

5º dia
 Manhã:  Iogurte Natural e Frutas a vontade  

Almoço: 2 Bife Grelhado e salada de verdura
Jantar: salada de tomate e 2 avos cozido  

6º dia
Manhã:  Suco verde  
Almoço: uma porção de arroz e uma porção de feijão com linhaça
Jantar: Iogurte Natural e Frutas a vontade  

7º dia
Manhã:  suco de laranja e 3 torradas   
Almoço: Frango grelhado a vontade
Jantar: Iogurte Natural e Frutas a vontade  

1. Suco de couve com laranja, cenoura, mamão e maçã
Ingredientes:
• 3 laranjas médias
• 4 folhas de couve manteiga orgânicas
• ½ cenoura crua (sem casca)
• ¼ de mamão papaya
• ¼ de maçã
Modo de Fazer: descasque as laranjas e deixe a pele branca. Passe na centrifuga ou passe no liquidificador com os outros ingredientes, se preferir coe e utilize água filtrada para bater.

2. Suco detox com couve e hortelã
• 1 copo de suco de laranja
• 1 colher de sopa de couve (crua – orgânica)
• 1 folha de chicória
• 2 folhas de hortelã
• 1 pitada de gengibre em pó
• 1 limão espremido

4. Suco detox com matacujá e hortelã
• 1 copo (200 ml) de suco de maracujá
• 2 folhas de hortelã
• 1 pitada de gengibre em pó
• 1 colher de sobremesa de semente de linhaça.

5. Suco detox com morango e hortelã
• 1 copo (200 ml) de suco de morango (5 unidades)
• 2 folhas de hortelã
• 1 pitada de gengibre em pó

• 1 colher de sobremesa de semente de linhaça.